Homem que provocava pânico no bairro e insegurança perto de creche em Joaçaba é preso
A pedido do MPSC, o homem que gerava pânico perto do CEI Rosa Branco, em Joaçaba, teve o regime revogado e retornou ao Presídio...
Teve um desfecho na esfera judicial a situação de insegurança que vinha mobilizando moradores, forças policiais e a comunidade escolar do Centro de Educação Infantil (CEI) Rosa Branco, em Joaçaba. Um homem condenado por tráfico de drogas, que havia progredido para o regime aberto e vinha descumprindo as determinações do Poder Judiciário, teve a regressão cautelar para o regime fechado decretada a pedido do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC). O mandado foi cumprido pela Polícia Militar na quarta-feira (2), e o indivíduo retornou ao Presídio Regional de Joaçaba.
A presença do homem já havia gerado apreensão após um atrito com um vizinho — pai de aluno do CEI —, o que levou a Secretaria Municipal de Educação a reforçar protocolos de segurança e cancelar temporariamente atividades externas na creche.
Ameaças, violência familiar e regressão ao regime fechado
Sentenciado a 5 anos e 10 meses de prisão, o homem progrediu para o regime aberto em março de 2025 sob o compromisso de trabalhar e estudar. No entanto, segundo o MPSC, ele abandonou os estudos, não manteve emprego fixo e deixou de se recolher no período noturno. Em outubro de 2025, o indivíduo chegou a ameaçar a própria mãe de morte e danificar bens da residência com pedras.
A escalada de violência voltou a se intensificar recentemente, quando o homem ameaçou um morador e sua família com uma faca no meio da rua, agrediu os próprios pais e passou a circular armado com a faca pelas imediações do bairro, gerando pânico generalizado.
A 3ª Promotoria de Justiça da Comarca de Joaçaba ajuizou uma nova ação penal contra o investigado pelos crimes de ameaça e dano patrimonial contra a mãe, além de apurar os novos episódios de intimidação contra a vizinhança.
A promotora de Justiça Francieli Fiorin reforçou que a medida foi indispensável para restabelecer a ordem na comunidade. “Estamos diante de uma situação que ultrapassou o âmbito de um conflito pontual, alcançando toda a vizinhança e afetando, inclusive, a rotina de crianças e famílias. A atuação do Ministério Público busca evitar que esse cenário de temor se agrave e assegurar que a população possa exercer seu direito de viver com tranquilidade e segurança”, pontuou a promotora.
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